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Menos de 1% da população doa sangue com frequência no Piauí

sábado, 10 de setembro de 2016
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado do Piauí (Hemopi) sofre diariamente com o estoque de sangue que quase sempre está em baixa. Menos de 1% da população piauiense doa sangue com regularidade, mesmo com as inúmeras campanhas que são realizadas de Hemopi. Por dia o Hemopi recebe cerca de 160 doadores quando o ideal seria o dobro, além disso, ele é o responsável pelo atendimento em todos os municípios do Piauí. 

A maior demanda do estoque de sangue é para pacientes oncológicos que precisam de plaquetas, um componente do sangue, o tempo todo. “No estoque diário nós temos a informação da necessidade dos pacientes oncológico, que geralmente precisam das plaquetas, que é um hemocomponente do sangue, que só dura de três a cinco dias. Então, por isso, precisamos de doadores fidelizados que doem no mínimo duas vezes por ano”, explicou Hortência Rocha, Supervisora de Coleta Externa do Hemopi.   

A pedagoga Josineide Carvalho cuida de uma amiga que faz tratamento contra leucemia, por conta da quimioterapia ela precisa de no mínimo seis bolsa de plaquetas por dia. “Normalmente tem que ser 150 mil plaquetas e a dela está em 3 mil e o por isso ela tem sangramento e precisa muito dessas doações. O sangue dele é o O negativo um tipo raro que geralmente é fornecido pelo Hemopi através do banco de doadores”, contou Josineide.

A falta de sangue nos bancos públicos é uma das principais preocupações da Rede Feminina de Combate ao Câncer. A instituição oferece ajuda no tratamento da doença para crianças e adultos recorre a campanhas voluntárias quando há necessidade. “Pedimos que as pessoas de boa vontade que estejam em condições de doação se encaminhem até o Hemopi para fazer a doação, pois a nossas crianças precisam muito dessa ajuda, temos crianças que precisam todos os dias”, relatou a voluntária Rosália Sousa.

A vida de pacientes que precisam de sangue vai se mantendo através da solidariedade do outro. “Todo mundo pode precisar de sangue, eu mesmo já precisei, e agora eu estou ajudando outras pessoas. A fé sem ação ela é morta, por isso precisamos de atitude”, desabafou a fisioterapeuta Rafaela Luchese.

Fonte: G1