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Professores do IFPI deflagram greve e 17 campi param em todo o Estado

quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Os professores do Instituto Federal do Piauí (IFPI) iniciaram hoje (16) greve em protesto à PEC 241, que no Senado corresponde à PEC 55. A proposta, segundo os professores, prejudicará investimentos na educação, que já passou por cortes nos últimos dois anos. Integrante da coordenação do sindicato dos docentes do IFPI, a professora Patrícia Andrade destaca que em todo o Brasil já são 200 campi ocupados contra a PEC. 

"Fizemos uma assembleia no último 10 no IFPI e decidimos por aderir à paralisação nacional contra a proposta, que vai contra todos os direitos assegurados pela Constituição de 1988. Nos últimos dois anos, já tivemos cortes em diversas pastas, nos próximos anos tememos redução na manutenção dos institutos e universidades, nas pesquisas e no CNPQ", declarou. 

A professora destacou que a greve vai durar, inicialmente, até dia 13 de dezembro, data em que a PEC 55 será votada no Senado. "A partir de então, vamos fazer uma nova assembleia, assim como em todo o Brasil, para decidir que rumos tomar", explicou. 

Ela destacou que embora em greve, os professores não ficarão parados. "Haverá atividades nos campi, como no dia 25 de novembro, que é o dia nacional de luta. Dia 29 haverá uma caminhada a Brasília, que deve reunir 100 mil pessoas. Além disso, faremos ações e convites aos pais dos alunos, queremos que eles saibam e entendam o que está acontecendo nos institutos", disse. 

Em todo o Instituto, são mais de 1 mil docentes e cerca de 24 mil estudantes nos 17 campi da instituição. Estão ocupados os campi de Picos e da zona Sul de Teresina, além de greve estudantil no campus de São Raimundo Nonato. 

UFPI 
Após nova rodada de assembleias realizadas durante toda esta semana nos Campi da Universidade Federal do Piauí (UFPI), os docentes decidiram por realizar Assembleia Geral neste 16 de novembro, com pauta única, para votar a deflagração da Greve dos docentes da UFPI. A votação deve acontecer às 15h. 

Nos últimos meses os docentes têm discutido a greve, como forma de combater os ataques que o Governo tem feito aos servidores públicos através de medidas impositivas como: a PEC 241(55)/2016, Reformas da Previdência, do Ensino Médio e Trabalhista, entre outras.

Fonte: www.cidadeverde.com