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Psicoterapia no Tratamento da Depressão

quarta-feira, 16 de novembro de 2016
O que é a Depressão?
Podemos definir a depressão como uma doença que se caracteriza por mudanças no humor e pela perda de prazer em atividades cotidianas, que antes eram prazerosas ou motivadoras.

Aqueles que assumem que a depressão é uma doença e recorrem à ajuda clínica fazem-no normalmente através de um profissional e procuram uma solução rápida e eficaz. É legítimo que assim seja. Tal como alguém que sente dores de dentes precisa do alívio imediato. Porém, o alívio dos sintomas não corresponde à resolução dos problemas, nem no caso das dores de dentes, nem no caso de depressão. É por isso que há tantas pessoas que se queixam de ter recorrido à medicação antidepressiva e, depois de algum tempo, terem sofrido uma recaída. A medicação é quase sempre fundamental no tratamento da depressão, mas as mudanças sólidas dependem, na maior parte dos casos, da intervenção psicológica. E ainda que a maior parte dos serviços de Psicoterapia sejam privados e envolvam um esforço financeiro do paciente, este é um investimento do qual pode depender a completa recuperação.

Ninguém merece viver a "meio-gás", como se estivesse condenado. Todos sabemos que a vida é curta e que deve ser aproveitada ao máximo, pelo que nos compete fazer o que estiver ao nosso alcance para que nos sintamos emocionalmente capazes de concretizar os nossos sonhos.

Na intervenção psicológica,as mudanças desejadas podem levar algum tempo. Alguns casos, pode até ser necessário um acompanhamento prolongado. Mas a segurança de quem faz esta escolha é progressivamente maior, as mudanças são mais sólidas e a probabilidade de voltar a cair nas malhas do desespero é muito menor.


Um psicólogo experiente não pode prometer milagres, nem sequer mudanças rápidas. Mas pode construir com o paciente uma aliança terapêutica que lhes permita olhar para as dificuldades com a profundidade necessária para que as mudanças ocorram.

Aqui estão alguns sintomas de depressão:
  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia.
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas.
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis.
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia.
  • Falta de vontade e indecisão.
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio.
  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
  • A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio.
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom "cinzento" para si, os outros e o seu mundo.
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento.
  • Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido.
  • Perda ou aumento do apetite e do peso.
  • Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo)
  • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros


A prevenção da depressão pode ser feita com algumas medidas:
  • Exercícios físicos diários se possível
  • Técnicas de relaxamento
  • Rituais religiosos e religiosidade
  • Arte-terapia
  • Lazer
  • Qualidade de sono
  • Alimentação saudável e balanceada
  • Prevenção e cuidados de outras doenças físicas, se existirem.

Outro ponto importante é sabermos distinguir uma tristeza passageira após momentos difíceis da vida (morte, separação, desemprego) e uma depressão. Neste último caso, os sintomas de tristeza duram muitos meses ou mesmo anos e as razões são mais difíceis de identificar do que durante um momento de tristeza.

A depressão é uma doença potencialmente muito grave, podendo levar ao suicídio. Por isso é muito importante que todas as pessoas que sofrem desta doença sejam acompanhadas por profissionais adequados. As pessoas que convivem ao redor devem orientar qualquer pessoa com sintomas depressivos a procurar atendimento qualificado.  Os principais tratamentos para a depressão são medicamentos e psicoterapia.

Como agir em relação a aqueles que sofrem de depressão?
É importante não culpar o doente, devemos reconhecer a doença e não a pessoa que sofre (como você faria, por exemplo, com uma pessoa com diabetes ou hipercolesterolemia). Tenha cuidado ao dar conselhos e recomendações, deve-se evitar fazer “sermões”, pois pode agravar a depressão e levar o paciente a sentir-se incompreendido. Lembre-se que a pessoa está sofrendo e ela quer se curar. O “deve” e o “tem que” não são úteis em geral. Encontre o equilíbrio entre estar disposto a ouvir atentamente e mostrar compreensão.

Psicóloga Ana Maria