Taxa de desemprego no Brasil foi a mais alta em dois anos, diz IBGE
Na média nacional, a taxa de desemprego foi a mais alta em
dois anos. O índice de 7,9%, registrado nos três primeiros meses de 2015, é bem
maior que o do período imediatamente anterior, e ficou acima da taxa do
primeiro trimestre de 2014.
Cresceu também a população desocupada, que chegou a quase 8
milhões de pessoas, 23% a mais que no trimestre anterior. O Jornal da Globo
ouviu economistas para explicar os números da Pnad.
Entre as mulheres e os jovens, o desemprego é maior. A taxa
foi de 6,6% para os homens e de 9,6% para as mulheres. Dos jovens de 18 a 24
anos, 17,6% estavam sem trabalho nos primeiros tres meses do ano, mais que o
dobro da média nacional, que foi de 7,9%.
"O mercado de trabalho está com uma geração menor de
postos de trabalho, mostra uma procura maior por emprego e, consequentemente, o
reflexo disso é uma taxa de desocupação maior, um nível de ocupação
menor", afirma Cimar Azeredo, coordenador do IBGE.
O desemprego é mais alto entre as pessoas que não
completaram o Ensino Médio, e mais baixo entre as que têm nível superior
completo.
O que também aumentou foi o índice de empregados com
carteira assinada no setor privado. A carteira de trabalho assinada não é uma
garantia de manutenção do emprego e hoje em dia, como os custos de demitir são
muito alto, o empregador pensa duas vezes antes de desligar um funcionário.
"Hoje a gente tem um grau de formalização muito mais
alto na economia do que na segunda metade da década de 1990. Apesar da gente
estar observando o aumento rápido do desemprego, esse aumento poderia ter sido
muito maior se a gente tivesse o contigente maior de informais", aponta
Rodrigo Leandro de Moura, economista do IBRE/FGV.
O economista diz também que as empresas estão trocando
salários mais altos por salários mais baixos.
"Elas estão reduzindo muito as admissões. E as novas
contratações estão sendo principalmente de empregos de baixo salário e bem
menos de empregos de salário mediano a alto", pontua o economista Rodrigo
Leandro de Moura.
Fonte: G1


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