Caso Castelo: PM poderá ser o mandante do crime que chocou o Piauí
Informações recentes apontam que o menor de idade morto no
CEM (Centro Educacional Masculino), Gleison Vieira, teria sido aliciado por um
policial militar da cidade de Castelo do Piauí para cometer o crime e receberia
recompensa de 2 mil reais. Ele foi acusado de, junto com outros quatro
comparsas (três menores e um adulto de 40 anos) estuprar e espancar quatro
adolescentes.
O juiz Leonardo Brasileiro, afirma ter conhecimento do caso
e que está sendo apurado se houve ou não incentivo de um policial militar no
crime, como o objetivo de promover sua empresa de segurança na cidade.
“Na verdade tudo que está sendo comentado eu não posso me
manifestar, mas isso na é nada novo. Todas as teses já foram apuradas e constam
nos autos do processo, a informação chegou agora para vocês, mas já temos
conhecimento de tudo. Essa é apenas uma tese e não podemos acusar ninguém. A
defesa tem o papel de fazer uso de teses para defender os menores”, disse o
Juiz Leonardo Brasileiro.
Sobre isso, o Comandante Geral da Polícia Militar do Piauí,
coronel Carlos Augusto afirma que a polícia aguarda a resolução do inquérito
policial.
“Nós trabalhamos com fatos comprovados, em Castelo do Piauí
há um inquérito que será instaurado e estamos esperando a comunicação do
resultado desse inquérito para poder tomar ação. Nós não admitiremos nenhum
desvio de conduta, se formos oficialmente comunicados vamos tomar as medidas
cabíveis junto a corregedoria de polícia do Estado”, disse Carlos Augusto,
confirmando que houve mudanças do comando de policiamento em Castelo do Piauí
após o crime bárbaro que aconteceu vitimando as quatro adolescentes.
A mãe de Gleison afirma que o filho admitiu ter cometido o
crime com a ajuda dos quatro comparsas.
“Eu não acredito que ele tenha feito isso sozinho, eles
participaram disso aí e eles ameaçavam meu filho 24 horas. Eu já sabia que ele
ia morrer, ele tinha me dito que estava sendo amaçado e me pediu ajuda, mas eu não podia fazer mais
nada. Ele nunca negou pra mim que tinha participado, ele disse que eles agiram
juntos. Sobre essa questão de receber dinheiro para praticar o crime, ele nunca
me falou, nunca fiquei sabendo disso. A justiça que vai saber, mas para mim ele
nunca disse nada disse, nada sobre dinheiro. Meu filho também era gente, será
que eles não vão pagar por esse crime também?”, disse a mãe do menor.
Ouça a entrevista da mãe do menor assassinado:
Fonte: Meio Norte


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