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Banco do Brasil vai fechar agências e oferecer plano de aposentadoria

segunda-feira, 21 de novembro de 2016
O Banco do Brasil vai fechar agências e oferecer um plano voluntário de aposentadoria para os funcionários. É a mais ampla reestruturação do banco.

Com quase cinco mil agências (4.972) espalhadas por todo o país, o Banco do Brasil quer enxugar a estrutura que tem hoje. Para isso, anunciou a redução do número de agências e o fechamento de superintendências regionais.

Com a reestruturação, 402 agências serão fechadas e outras 379 serão transformadas em postos de atendimentos. Com isso, o banco espera ter uma redução anual de despesas de R$ 750 milhões.

Hoje, o Banco do Brasil tem mais de 109 mil funcionários. O banco anunciou um plano de incentivo à aposentadoria, que deve resultar em mais redução de despesas.  Dezoito mil funcionários poderiam se aposentar. Se conseguir a adesão de metade desses funcionários (9.000), a redução de despesas seria de R$ 2,130 bilhões.

O Banco do Brasil diz que não serão fechadas agências nos municípios com apenas uma agência do banco e que o fechamento de agências e a redução do número de funcionários não vão prejudicar os clientes. A explicação para uma reestruturação inédita na história do banco, além da economia, é tecnológica. Segundo a direção, é preciso que o Banco do Brasil esteja de acordo com as inovações digitais. O número de agências e escritórios digitais deve passar dos atuais 245 para 500 até o fim do ano que vem.

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli, assegurou que a redução de funcionários não significa demissão. “Não vai haver demissão. O que nós estamos fazendo hoje é um plano de incentivo a aposentadoria. Temos um público alvo de 18 mil pessoas. E a adesão é discricionária. Depende do funcionário, então, nós não estamos falando nesse momento, em demissão”.

A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil avalia que algumas medidas apresentadas pela instituição podem prejudicar os funcionários e afetar o atendimento à população. A associação quer discutir melhor as propostas com a diretoria do banco.

Fonte: www.g1.globo.com